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Início·Deuses do Submundo

Divindades Ctônicas do Submundo

As divindades ctônicas, uma a uma

Os deuses de baixo. A palavra grega é khthonios — «da terra», no sentido de dentro dela. São o rei, a rainha, o barqueiro, as três que perseguem, a que jura, o que leva e os que julgam.

O que quer dizer «ctônico»

A palavra grega é khthónios, e ela não quer dizer «do submundo»: quer dizer «da terra» — no sentido de DENTRO dela. É a mesma raiz de khthón, o solo, e ela se opõe a ouránios, «do céu».

A distinção não é geográfica, é litúrgica, e um grego a sentia no gesto. Ao deus celeste sacrifica-se de dia, num altar alto, com a vítima de cara para cima e o sangue subindo em fumo; ao deus ctônico sacrifica-se de noite, numa cova aberta no chão, com a vítima de cara para baixo e o sangue escorrendo para dentro da terra. O animal é preto. A carne não se come.

★ Por isso esta categoria não é uma lista de moradores de um lugar: é uma lista de divindades que se atende do mesmo modo. Perséfone é ctônica meio ano por ano; Hécate é ctônica numa encruzilhada e celeste num altar; Dioniso, que está entre os olimpianos deste site, recebe culto ctônico em vários lugares da Grécia.

Os três cartões que ainda não são porta

Dos nove cartões acima, seis levam hoje ao verbete da própria divindade. Três não levam, e é honesto dizer por quê.

Hypnos, o Sono, é irmão de Tânato e filho da Noite; tem passagem em Homero e em Hesíodo, e a página dele é dívida declarada, não decisão. Melínoe aparece num único hino órfico e em nenhuma das fontes que este site pode conferir. Mácaria aparece na Suda e em Zenóbio, que também não estão em curadoria/fontes/ — e a página dela nunca existiu nem no site antigo: o link do Wix devolvia 404.

⚠ Enquanto não houver fonte conferível, não há verbete. É a regra que sustenta tudo o que está no ar aqui, e ela custa páginas — este é o preço, dito em voz alta.